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26 de janeiro de 2016

Software Open Source

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Escrito por: Leonardo Souza
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Software Open Source

O termo Software Open Source surgiu em uma reunião em fevereiro de 1998, onde estavam presentes personalidades como Todd Anderson, Chris Peterson (Foresight Institute), Jon “Maddog” Hall e Larry Augustin (Linux International), Sam Ockman (Silicon Valley Linux User’s Group) e Eric Raymond. Esta nomenclatura foi criada pela OSI (Open Source Initiative) e possui o objetivo de apresentar o software livre a empresas de uma forma mais comercial evitando o discurso ético.




Embora seja comum ver Software Livre associado à Código Aberto (Open Source) e virce-versa, estes termos não são necessariamente sinônimos. O termo código aberto, ou open source em inglês, possui uma base puramente técnica, evitando propositalmente questões éticas, enquanto o termo código livre possui seu foco justamente neste ponto, ou seja, a ética.

Este modelo de software é definido como uma alternativa ao modelo de negócios para a industria de software, pois seu modelo coraborativo de produção intelectual oferecum um novo paradigma para o direito autoral. Desse modo grandes empresas como IBM, HP e DELL também têm investido no software de código aberto, juntando esforços para a criação do Open Source Development Lab (OSDL), instituição destinada à criação de tecnologias de código aberto.

Dessa forma a Open Source Initiative definiu dez aspectos para que um software possa ser considerado Open Source:

1 – Distribuição livre;
2 – Acesso ao código-fonte;
3 – Permissão para criação de trabalhos derivados;
4 – Integridade do autor do código-fonte;
5 – Não discriminação contra pessoas ou grupos;
6 – Não discriminação contra áreas de atuação;
7 – Distribuição da licença;
8 – Licença não específica a um produto;
9 – Licença não restritiva a outros programas;
10 – Licença neutra em relação à tecnologia.

A descrição de cada um desses critérios pode ser encontrada em softwarelivre.org/open-source-codigo-aberto ou em www.opensource.org/docs/definition.php (em inglês).

Nota-se que a OSI possui maior receptividade às iniciativas de softwares do mercado. Enquanto no modelo Software Livre empresas como Microsoft e Oracle enfrentariam algum tipo de resistência, no modelo open source, estas podem desenvolver soluções de código aberto utilizando suas próprias licenças, desde que estas respeitem os critérios da OSI.

Embora software open source seja diferente de software livre e as entidades não concordem em alguns pontos, ambas se respeitam e reconhecem a importância da atuação de cada uma. Os dois movimentos, se unem com frequência em diversas situações e, por isso, são citados de forma agregadora através da sigla “FLOSS” (Free/Libre and Open Source Software).






Sobre o Autor

Leonardo Souza
Bacharel em Informática, pós graduado em Segurança de Redes de Computadores e analista de Segurança da Informação. Entusiasta de Segurança da Informação e usuário FreeBSD, porém sem xiismo.




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